terça-feira, 16 de abril de 2013

Mudas Florestais - O bambu quebrou


O bambu quebrou

Agora o bambu quebrou no meio! Essa era uma expressão que a gente usava lá no Morro da Liberdade quando encontrava pela frente um problema sem ou quase sem solução. A cabeça fervia horas, às vezes dias a fio atrás de encontrar uma saída e em muitas oportunidades o problema não era resolvido. Aí vinha outra máxima: o que não tem solução, solucionado está. Pois é! Digo que agora o bambu quebrou por causa do texto do novo Código Florestal Brasileiro.
Alvo de longas discussões e aprovaçãono Congresso Nacional, o novo Código Florestal Brasileiro seguiu para sanção da Presidência da República sob protesto de muita gente no País inteiro. Durante algum tempo houve manifestações públicas pedindo que o projeto de lei fosse vetado. O novo Código Florestal foi sancionado pela Senhora Presidente da República e ponto final.
Por ocasião da proximidade do início da discussão da revisão do Plano Diretor Urbano e Ambiental de Manaus (PDUA) fui dar uma olhadinha no tal novo Código Florestal. Em determinado ponto tomei um susto danado. Por que? Porque no artigo quarto, que trata das Áreas de Preservação Permanentes (APAS), na nova regra, inviabiliza uma enormidade de coisas no Amazonas inteiro. Trocando em miúdos: o afastamento da margem dos rios Negro e Solimões, que antes era de cinquenta metros, agora é de quinhentos metros e nada poderá ser construído dentro desse espaço na capital ou no interior, onde se incluem os rios Madeira, Juruá, Purus e todos aqueles com largura superior a seiscentos metros. É isso mesmo. Meio quilômetro de distância da beira do rio passaram a ser intocáveis. Nem prédios, nem casas, nem fazendas, nem plantações de várzea. Se a atual regra valesse antigamente, a Catedral de Manaus estaria proibida de ser construída e sequer a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios estaria ali.
Temos que construir portos, imediatamente, e a coisa vai feder. Temos que preparar uma cidade melhor para o futuro, principalmente, com duradoura infraestrutura e não podemos olhar  para a beira dos rios Negro, Solimões ou Tarumã Açu. Agora o bambu quebrou no meio!

Fonte:http://blogs.d24am.com/artigos/2013/04/16/o-bambu-quebrou/

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