domingo, 22 de novembro de 2015

Viveiros Agroflorestais: Viveiro Escola e Viveiros Comunitários

Viveiros Agroflorestais: Viveiro Escola e Viveiros Comunitários

Descrição

Os viveiros comunitários têm como principal objetivo produzir mudas de espécies florestais para serem utilizadas pelos assentados em suas propriedades, além de difundir as técnicas de produção de mudas nos assentamentos da região. Outro objetivo é auxiliar os assentados da reforma agrária no planejamento de suas propriedades, enfatizando as práticas agroflorestais e silvipastoris, estimulando assim a criação de bosques agroflorestais nas suas propriedades, formando ilhas florestais de biodiversidade que servem de "Trampolins Ecológicos" ou refúgio de fauna.
Atualmente, existem 21 viveiros comunitários, que beneficiam direta e indiretamente 262 famílias, alocados em 10 assentamentos rurais, que produzem anualmente uma média de 500 mil mudas florestais. Um importante impacto social também vem sendo promovido pelos viveiros comunitários com a venda de mudas, que se tornaram uma fonte de renda auxiliar para muitas das famílias que hoje participam do projeto.
Dentro deste contexto, atualmente seis famílias estão tendo benefícios diretos com a venda de mudas de árvores, representando em média 35% da renda total da família. Indiretamente, 225 famílias estão sendo beneficiadas com a venda de mudas através dos viveiros comunitários das associações, que empregam o recurso gerado em benefício das necessidades do assentamento.
A criação de viveiros comunitários é uma ferramenta muito útil na integração e capacitação das famílias de assentados às técnicas agroflorestais, que proporcionam um melhor aproveitamento das propriedades, conservando o ambiente a um menor custo. O IPÊ realiza a Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) periodicamente aos viveiros, fornecendo alguns insumos básicos para a sua continuidade, como substrato e sementes, mas principalmente ajudando o agricultor a formar seu conhecimento.
Viveiro Escola
O "viveiro escola" foi criado por meio de uma parceria entre o IPÊ e a COCAMP/MST. Localizado no parque industrial da COCAMP/MST, o "viveiro escola" tem uma produção anual média de 150 mil mudas. São produzidas mudas de espécies nativas como o Guaritá (Astronium graveolen), Peroba Rosa (Aspidosperma polyneuron), Pau Marfim (Balfourodendron riedelianum), Cedro Rosa (Cedrela fissillis), Copaíba (Copaifera langsdorffii); espécies frutíferas silvestres como o Caju (Anacardium occidentale), Jaca (Artocarpus heterophylus), Pitanga (Eugenia uniflora), Araça (Psidium araça), além de espécies exóticas de interesse comercial como a Teca (Tectonia grandis), Eucalipto (Eucalyptus spp.) e acácia (Acacia manjium).
Um dos objetivos desse viveiro é a produção de mudas florestais para serem plantadas nos projetos agroflorestais que o IPÊ e a COCAMP/MST desenvolvem junto aos assentados da reforma agrária na região. Não menos importante, outro objetivo do projeto é a capacitação de estudantes locais (técnicos agrícolas e técnicos em meio ambiente), em uma nova possibilidade de atuação profissional.
Por meio de um convênio firmado entre o IPÊ e cinco colégios técnicos da região, o "viveiro escola" recebe cerca de 300 alunos por ano, que participam do programa de estágio. Nesse programa, os alunos aprendem técnicas de produção de mudas florestais e de extensão rural, através de pesquisas de campo realizadas juntamente com os pesquisadores do IPÊ.

GFonte:http://www.ipe.org.br/projetos-pontal/viveiros-agroflorestais-viveiro-escola-e-viveiros-comunitarios

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